sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

DECOR AMIGA


Oi, gente! 

Proposta nova procês... além do namorido, que vai ter um post sagrado de 15 em 15 dias, achei legal chamar amigos recém-casados para escreverem alguma coisa aqui. Nada bagunçado, não! Vou convidar pessoas empolgadas com suas casas (como nós, aliás) e que têm contribuições legais a dar, sejam fotos de decorações gringas (tenho uns amigos chiques que vivem por esse mundão), sejam reflexões sobre o processo, a alegria, o prazer de decorar. O marcador será "Decor Amiga". Vamos comprar essa ideia? ;) 

Dando aqueeeeele pontapé inicial... Clarissa, que acabou de alugar uma casinha. Diga aí, minha filha, por que a gente quer tanto decorar nosso lar? E como fazer, na sua humilde opinião (plin, plin)? 




Como e por que decorar?


            Faz menos de um mês que me mudei, o que significa que estou às voltas com arrumação da nova casa. Aliás, as primeiras preocupações se voltam para coisas práticas, que são muitas (pintura, descarga quebrada, piso descolado etc. etc. etc.). Porém, antes mesmo de dar conta dessas pequenas grandes coisas, já estou pensando em outras, menos emergenciais mas não menos importantes: como deixar a casa funcional e charmosa ao mesmo tempo? Como decorar os espaços, como fazer nossa casa ter nossa cara e nosso jeito? Às vezes dá uma preguicinha e vem a dúvida: vale mesmo a pena perder tempo e dinheiro com isso?
            Faz pouco percebi que, sim, vale. O verbo “decorar” pode ter dois sentidos: guardar algo na memória, saber “de cor” (de coração). Ou “decorar” de enfeitar, tornar mais belo. Se o papo for sobre harmonização de espaços, o dicionário nos apontará o segundo sentido. Mas, para mim, os dois sentidos na verdade têm a ver com o processo de decoração, porque nesse caso decorar é embelezar a casa, e é também conhece-la em seu íntimo: enfeitá-la e sabe-la ‘de cor’.
            Vou tentar voltar e me manter na proposta inicial do texto:  “Por que e como”, não era isso? Bem, a busca da beleza é uma constante em nossas vidas. Óbvio que o belo é algo subjetivo, em todas as esferas a que possamos nos remeter: um homem (ou mulher) belo(a), um ambiente bonito, a beleza dos sentimentos... tudo é relativo, é a velha história: a beleza está também nos olhos de quem vê. Não é por isso que nós, ao nos perceber como alvo de olhares, deixamos de nos preocupar se estamos bem. Queremos (cada um a sua maneira) nos preparar para esses olhares, a fim de sermos aprovados por eles. Normalmente, é na adolescência que passamos a nos enfeitar, a nos “decorar” para ficarmos mais atraentes, certo? A nossa vaidade desperta e lá vamos para diante dos espelhos: mexe no cabelo, experimenta roupas, o negócio é ficar bonito(a).
            Agora onde a decoração entra nesse papo? Simples: começamos a nos preocupar em decorar quando estamos mais maduros, quando passamos a ter a necessidade de um espaço nosso de verdade, que inclusive se pareça conosco. Do mesmo jeito que quando descobrimos nossa sexualidade nasce a vaidade do corpo, quando começamos a nos posicionar de forma mais adulta diante da vida nasce a vaidade da casa! Vontade de vê-la bonita, aconchegante, um lugar que desperte o desejo de permanência. Por isso decoramos (enfeitamos) a casa: queremos que tanto quanto nós a nossa casa seja bela e atraente. Ela afinal é o nosso reflexo, uma espécie de retrato. Respondido então o “por quê”.
            Vamos à parte mais delicada: o “como decorar”? Precisa ser especialista, fazer um curso, chamar um profissional? Depende... depende das suas intenções e do quão gordinha anda sua conta bancária. Se você está com grana e quer uma casa impecável, de acordo com as últimas tendências e tudo o mais... de repente é bacana se dedicar a um curso ou até mesmo contratar um profissional e discutir com ele o que você espera da aparência do seu lar. Agora se você quer mesmo é cuidar de todos os cantinhos da sua casa, deixando cada um deles com o seu jeito, mas vai fazer isso com as próprias mãos, não há problemas. Use a sua intuição, dê voz à sua personalidade e, óbvio, tenha um pouco de bom senso. De cara, diga não aos exageros. Uma boa dica também é dar uma olhada em revistas e sites (como esse) que falam de decoração. Você acaba aprendendo como ganhar espaço, combinar cores e descobre novidades para sua casa que nem suspeitava existir.
            Para terminar, mais um pequeno conselho: controle sua ansiedade. Quando você compra ou aluga algo novo é como um recomeço, e dá uma vontade danada de comprar mil coisas bacanas, todas de uma vez só. Você quer ver tudo pronto, agora é a hora. Só que vale a pena não comprar a primeira coisa que se vê pela frente. Vale pesquisar preços, pois eles oscilam loucamente. E vale mais ainda esperar para comprar “aquele” sofá, que com calma acabou decidido que você quer chamar de seu. Ou o quadro que vai ficar na parede principal: ele vai chegar aos seus olhos quando você menos esperar, quase uma epifania, não se precipite.
Acho que isso é tudo que meus parcos conhecimentos sobre o assunto me permitem dizer. No mais, meu bem, boa sorte e divirta-se!
            



Beijos, gente! ;) 

2 comentários:

  1. Ê, texto inspirador... ;)
    Várias sensações em comum!

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  2. Gente, eu nunca tinha lido um texto dela! Adorei!

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